sexta-feira, 18 de agosto de 2017

RELATÓRIO MACROECONÔMICO JULHO 2017

Em geral, ações tendem a ser os melhores investimentos nos momentos iniciais de um ciclo, quando o país supera uma recessão, pois os juros estão baixos e há capacidade ociosa na economia. Nesse estágio ocorrem dois fatos positivos: a alavancagem operacional das empresas, que estão estruturadas para atender uma demanda maior e tem capacidade para entregar mais produtos e serviços sem necessidade de muitos investimentos, favorecendo o crescimento das margens de lucro e, adicionalmente, a queda do custo de capital das empresas, que, por si só, aumenta a avaliação do negócio. Enquanto o crescimento está em forte aceleração, o desempenho das ações melhora muito rapidamente.
Não estivéssemos às vésperas de uma eleição presidencial em 2018, ainda muito incerta, nossa visão seria muito construtiva para o mercado de renda variável. Apesar de alguns problemas estruturais relevantes do país, como o desequilíbrio fiscal, esse seria o momento cíclico de utilizar a capacidade ociosa e ganhar rapidamente resultado, com mais vendas e menos investimentos e custos financeiros.
De certo modo, o mercado reconhece isso, apresentando mais de 9,45% de valorização do índice Bovespa no ano. Mas, dado o longo tempo de recessão e o espaço que pode ser aberto para melhora de lucros, essa valorização ainda é tímida. Há espaço para mais.